Depois de renovar GLA, GLB e GLC, a Mercedes-Benz voltou as atenções para o maior SUV do portfólio: o GLS.
Como costuma acontecer nas reestilizações de meio ciclo, não há nada de revolucionário no visual. A marca de Estugarda preferiu uma linha mais discreta e ficou só no “refresco” da identidade deste SUV.
Por fora, as mudanças mais visíveis aparecem na dianteira. O GLS atualizado passa a ter uma grade com lâminas horizontais e um para-choque redesenhado - especialmente nas entradas de ar laterais, que agora trazem um tratamento claramente mais esportivo.
Na traseira, a principal novidade é a assinatura luminosa atualizada. O formato das lanternas segue o mesmo, mas a área interna foi retrabalhada.
Com opções de seis ou sete lugares, o GLS segue se posicionando como uma verdadeira sala de estar de luxo sobre rodas.
Para reforçar essa proposta, a gama de acabamentos, materiais e cores foi ampliada, permitindo mais personalização, e o pacote tecnológico também ganhou reforços.
Ainda assim, no console central continua presente um trackpad (já bem antigo, por sinal…) para comandar o MBUX. E, ao contrário do que se viu em modelos mais novos da Mercedes-Benz, o GLS não adotou as telas multimídia verticais mais recentes. Em compensação, o volante é totalmente novo.
Mercedes-Maybach é sempre sinônimo de luxo
Além do “Benz”, a Mercedes também apresentou as versões GLS “Maybach” e “AMG”. No Mercedes-Maybach GLS, como já é tradição, o nível de sofisticação vai ao limite.
Isso fica claro logo no lado de fora: a grade dianteira cromada usa elementos verticais e exibe a inscrição “Maybach”, as tomadas de ar dianteiras têm um padrão exclusivo e as rodas (opcionais) de 23” adotam o desenho característico da marca criada por Wilhelm Maybach.
Além das cores e dos acabamentos dedicados, os Mercedes-Maybach GLS se diferenciam ainda pelo sistema MBUX Multi-Seat Entertainment, que adiciona três telas na parte traseira e dois bancos reclináveis que viram verdadeiras poltronas.
Mercedes-AMG GLS também foi retocado
A configuração mais esportiva, assinada pela Mercedes-AMG, também passou por atualização: ganhou novos detalhes visuais, mais tecnologia e um pacote maior de itens de série.
Externamente, o destaque é a grade dianteira “panamericana”, um elemento que distancia esta versão AMG das demais variantes do modelo.
Depois, fica difícil não notar as rodas que podem chegar a 23” e as pinças de freio vermelhas, um toque que reforça a proposta esportiva deste SUV. Outra mudança é que ele passa a trazer o logotipo da AMG no capô no lugar da tradicional estrela prateada.
Já por dentro, além das novas opções de cores e materiais, chama atenção o fato de o Mercedes-AMG GLS agora ter uma versão própria do MBUX, com grafismos específicos da “casa” de Affalterbach.
Somam-se a isso a evolução do volante AMG Performance (com novos comandos e a possibilidade de incluir detalhes em carbono) e a adoção, de série, da suspensão adaptativa AMG Ride Control+ e do sistema ativo de estabilização AMG Active Ride Control, que ajuda a reduzir a inclinação da carroceria em curvas.
A aposta nos motores V8 continua
Na parte mecânica, a notícia é boa: o carismático 4.0 V8 biturbo permanece em cena, combinado ao sistema mild-hybrid EQ Boost de 48 V, que adiciona temporariamente 22 cv de potência.
Esse conjunto aparece na versão 580 4MATIC, agora com 517 cv, na variante 600 4MATIC (557 cv) e, claro, no GLS 63 4MATIC+, que entrega 612 cv.
Abaixo delas, entram as opções com seis cilindros em linha e 3.0 l de capacidade, também acompanhadas pelo mild-hybrid EQ Boost de 48 V - mas, aqui, o sistema acrescenta “apenas” 20 cv momentâneos.
Nesse patamar, a alternativa a gasolina é a 450 4MATIC com 381 cv, enquanto a linha diesel é composta pelo GLS 350 d 4MATIC (269 cv) e pelo GLS 450 d 4MATIC (367 cv).
Quando chega?
A Mercedes-Benz ainda não divulgou o preço do Mercedes-Benz GLS reestilizado (nem de suas respectivas versões), mas já confirmou que a chegada ao mercado europeu acontecerá no fim de outubro.
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