Superar o medo das paradas de cabeça sempre foi um grande desafio para mim, tanto nas aulas de ioga em grupo quanto na prática em casa. A seguir, compartilho algumas coisas que realmente me ajudaram.
Durante muito tempo, só a ideia de ficar de cabeça para baixo - ou de fazer diferentes inversões - já era suficiente para me afastar das aulas. Eu já sou meio desajeitado(a) mesmo nos melhores dias, então por que eu iria querer correr o risco de passar a maior vergonha na frente de um monte de estranhos yogis que pareciam tão mais delicados do que eu?
O que é uma inversão na ioga
De forma bem simples, uma inversão é qualquer posição em que o coração fica acima da cabeça. Parece exagero, mas pense em parada de cabeça, parada de mãos ou até em algo tão básico quanto encostar as mãos nos pés.
Por isso, é essencial garantir que você esteja aprendendo com progressões, passo a passo, indo de inversões simples para posições mais complexas. Inversões exigem tempo, prática, força, equilíbrio e muita paciência!!!
Por que a parada de cabeça vira um bloqueio
Eu carreguei um bloqueio mental grande com parada de cabeça e parada de mãos na minha prática. E, para ser sincero(a), isso tem a ver com o meu jeito: eu posso ser um verdadeiro(a) controlador(a), e essa minha veia competitiva nem sempre ajuda. Eu gosto de aprender mais rápido e de ser mais forte - digamos que isso tem seus prós e contras.
Quando eu olho em volta numa aula de ioga, uma coisa fica clara: todo mundo tem “a” postura. Aquilo que eu faço com facilidade pode ser exatamente o que outra pessoa acha difícil - e o contrário também é verdade.
Em geral, homens costumam fazer posturas sustentadas e paradas de cabeça com mais tranquilidade. Naturalmente, muitos têm mais força na parte superior do corpo. Já as mulheres tendem a lidar com mais conforto com aquela flexibilidade mais “insana”, incluindo amarrações e outras posturas. Isso não significa que algo seja inalcançável, nem que seja exclusivo de um gênero; é só uma diferença comum na constituição fisiológica masculina e feminina.
Outro dia, ouvi o professor dizer para um colega: “Não pratique apenas aquilo em que você é bom!” Ele não poderia estar mais certo.
Dicas para vencer o medo da parada de cabeça
Nas últimas semanas, meu objetivo foi sair do conforto de manter os pés no chão, soltar o medo de fracassar e, basicamente, colocar as pernas para o alto. Estas foram as dicas mais úteis para eu reduzir minhas inseguranças:
- Aquecimento adequado: as sequências de flexibilidade feitas no início da aula não servem apenas para aquecer os músculos; elas também regulam a respiração e aumentam o nível de concentração. Ninguém começa uma aula direto com inversões - e, ao praticar em casa, você também não deveria começar por elas.
- Prática regular: constância ajuda a construir força, coragem e confiança.
- Ouça seus medos, mas não deixe que eles mandem em você: o medo é uma ferramenta subestimada. Ele não deve controlar suas escolhas, mas quando você aprende a reconhecer os sinais - e seus sentidos ficam mais alertas - dá para usar isso a seu favor.
- Tenha uma rede de segurança: comece praticando com apoio na parede ou peça para o professor(a) ou um amigo(a) fazer a segurança. As duas opções trazem suporte e tranquilidade.
- Respeite seus limites: não tente se apressar. Vá construindo força aos poucos e reconheça o progresso que você está fazendo.
- Não se leve tão a sério: lembre-se de se divertir. Por mais frustrante que seja às vezes, curta o processo de aprender. Dê risada de si mesmo(a) - é uma ótima forma de aliviar o stress!
O que mudou em poucas semanas
Em poucas semanas, eu já me sinto muito mais confiante; minha flexibilidade geral melhorou e, embora meu marido ainda precise segurar minhas pernas, eu consigo reconhecer minhas evoluções. Hoje, já consigo fazer parada de cabeça na parede com esforço mínimo.
Todo mundo é iniciante em algum momento, então não deixe o ego atrapalhar você de tentar coisas novas.
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