Se você precisou parar em um posto ou em uma área de serviço para abastecer o carro no começo desta semana, é bem provável que não tenha visto uma grande mudança nos preços dos combustíveis. Só que, por trás do número exibido na bomba, houve alterações importantes.
O que o governo mudou no desconto do ISP
Na sexta-feira passada, as projeções do setor indicavam estabilidade para a gasolina e uma queda de cerca de 1,5 centavos por litro no diesel. Ao mesmo tempo, 17 de abril também era o dia definido pelo governo para anunciar novas mudanças nas medidas extraordinárias que estavam em vigor.
Com a segunda-feira chegando ao fim, o governo confirmou as novas regras. A principal novidade foi passar a diferenciar o alívio fiscal aplicado ao diesel e à gasolina. Desde o começo de março, o desconto era igual para os dois combustíveis: 34 centavos por litro.
A partir de hoje, 18 de abril, porém, “a redução da carga fiscal passará a ser de 32,8 centavos por litro de diesel e de 34 centavos por litro de gasolina”, segundo o comunicado divulgado pelo Ministério das Finanças. A justificativa para a mudança foi a evolução dos preços dos combustíveis registrada nas últimas semanas.
Impacto imediato nos preços: gasolina x diesel
Na prática, a gasolina tende a ficar exatamente como estava. Já no diesel, a queda esperada de 1,5 centavos por litro deixa de se confirmar e passa a ser de apenas 0,3 centavos, porque o desconto foi reduzido em 1,2 centavos.
Outros “ajustes” observados nos preços dos combustíveis
Logo nas primeiras horas de ontem, vários postos atualizaram os painéis com os valores por litro.
Na Galp, a gasolina subiu 0,5 centavo, enquanto o diesel teve a queda de 1,5 centavos por litro. Na BP, a gasolina aumentou 1 centavo e o diesel também caiu 1,5 centavos. Já a Repsol elevou a gasolina em 1,4 centavo, ao passo que o diesel recuou somente 1 centavo.
Hoje, com a entrada em vigor do novo desconto do ISP, a Repsol reajustou o preço do diesel em 1,2 centavos por litro - exatamente o diferencial apontado pelo governo. A tendência é que as demais distribuidoras façam correções semelhantes.
Fonte: ECO, Mais Gasolina
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